Desculpe-me por esse jeito torto e um tanto quanto exausto que ando levando minha vida e roubando-lhe a sua de maneira egoísta. É que a melancolia costuma surrupiar minhas manhãs, trazendo-me a tona todas aquelas angustias que procuro embrulhar em algum espaço de meu ser. Sei bem que tu me vens com toda a doçura que eu procurava em alguém, mas saiba, que eu posso confundir sua ânsia por ajudar-me com necessidade de qualidades que eu não possua, sendo assim… Só me digas aquilo que teus olhos realmente enxergam, só digas aquilo que realmente faça parte da construção de meu ser, sem idealizações, para que eu sinta em ti, a realidade que eu procurava em mim. Mas traga-me o romantismo, continue fazendo-me um eufemismo de mim mesma. E com apenas uma tragada, inale para dentro de seus pulmões minha essência e que ali você me deixe fazendo-lhe o bem e o mal, para que todas as vezes que construas se guerra eu venha e lhe traga a paz.